Hiroshima recorda 81 anos do bombardeio atômico em meio a alerta da ONU sobre gastos militares
Neste 6 de agosto, Hiroshima, no Japão, relembra os horrores do ataque com bomba nuclear realizado pelos Estados Unidos no fim da Segunda Guerra Mundial, há 81 anos.
Em mensagem, o secretário-geral da ONU, António Guterres, prestou tributo aos hibakusha, palavra japonesa para os sobreviventes, cujo número diminui a cada ano que passa.
Guterres questionou se o mundo realmente aprendeu as lições deixadas por Hiroshima e se a humanidade escolherá um futuro de paz ou continuará vivendo sob a sombra da aniquilação nuclear.
O líder da ONU ressaltou que a tendência de redução dos arsenais nucleares, observada ao longo de décadas, está se invertendo, e que a norma global contra testes nucleares está sob ameaça.
Já os gastos militares mundiais saltaram para US$ 2,9 trilhões em 2025, e as ameaças nucleares voltam a ser feitas em nome do poder e da coerção.
Para as Nações Unidas, a paz não se garante pela força ou pelo tamanho de um arsenal atômico, mas sim pela confiança, por meio de diálogo e diplomacia.
Guterres destacou que a ONU foi criada para livrar o mundo do flagelo da guerra e que a primeira resolução da Assembleia Geral visava exatamente à eliminação das armas nucleares.
Uma promessa que, segundo ele, ainda não foi cumprida, mas que permanece alcançável.
Fonte: ONU News.
Imagem: © Unsplash/Alessandro Stech



























