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Prisioneiros de campos de trabalho na Sibéria são homenageados em cerimônia em Tóquio

Participantes de um serviço fúnebre para japoneses que morreram em campos de trabalho soviéticos após a Segunda Guerra Mundial pediram ao governo do Japão que forneça uma visão mais completa das detenções em massa. 

O dia 23 de agosto de 2026 marcou 81 anos desde que a antiga União Soviética ordenou que soldados e civis japoneses na China e em outros lugares fossem enviados para campos de trabalho forçado, principalmente na Sibéria. 

Cerca de 200 pessoas observaram um momento de silêncio pelos mortos em uma cerimônia realizada no Cemitério Nacional de Chidorigafuchi, em Tóquio, no domingo. O evento foi organizado por uma associação de ex-prisioneiros e familiares. 

O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão estima que cerca de 55.000 pessoas tenham morrido em detenção, mas o número exato e a extensão do sofrimento dos prisioneiros permanecem desconhecidos. 

Os restos mortais de 20.264 prisioneiros foram recuperados. Mas o trabalho de coleta de restos mortais na Rússia foi suspenso em meio à invasão russa à Ucrânia. 

Nishikura Masaru, de 101 anos, ficou detido em um dos campos. Ele disse que, em 2026, a idade média dos ex-prisioneiros chegou a 103 anos e que, em breve, todos terão partido. 

Nishikura afirmou que a sociedade japonesa ainda não analisou de forma profunda a detenção na Sibéria. Ele pediu que os fatos sejam minuciosamente investigados e examinados para que a tragédia nunca se repita. 

Familiares de prisioneiros da Coreia do Sul participaram da cerimônia pela primeira vez em 15 anos. Eles pediram que fosse dada mais atenção aos prisioneiros coreanos.

FONTE: NHK PORTUGUES

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