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SINDIMMAR apresenta e discute demandas por avanços em direitos dos(as) servidores(as)

Em reunião da mesa de negociação com a administração municipal, na tarde desta quinta-feira (3/9), o SINDIMMAR (Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos Municipais de Marília) apresentou uma série de reivindicações que refletem demandas históricas e urgentes dos(as) servidores(as) públicos(as).

O encontro contou com a presença da presidenta Vanilda Gonçalves de Lima, da diretora jurídica Maria Luiza Lopes e dos(as) servidores(as) Mailson Henrique da Silva, agente de endemias, Leonardo de Oliveira Batista, coletor e Alexandra Aguillar, ADE, além dos secretários José Carlos da Silva (Administração), Rafael Rastelli (Fazenda) e o procurador jurídico Pedro Galhardo.

Entre os pontos discutidos, destacou-se a necessidade de atualização da referência salarial dos(as) ADEs (Auxiliares de Desenvolvimento Escolar), bem como a possibilidade de redução da jornada de trabalho de 8h para 6h horas diárias. José Carlos orientou que o tema seja tratado inicialmente com a Secretaria de Educação, para posterior encaminhamento à administração.

Outro assunto que gerou debate foi a defasagem nos valores das diárias dos(as) motoristas, que há mais de dez anos não sofrem reajuste. Além disso, é preciso fazer uma revisão em relação aos pagamentos conforme a distância do deslocamento, pois há situações em que percursos diferentes têm valores iguais, o que gera diferença nos valores. Como exemplo, Vanilda citou que o percurso para a Baixada Santista é mais longo do que para São Paulo, mas a diária é a mesma.

Vanilda ressaltou ainda os riscos de deslocamentos longos de pacientes para exames simples em outras cidades, gerando riscos aos pacientes e aos servidores motoristas, pois acabam ficando 24h em atividade, contando o percurso de ida, permanência no local e retorno à Marília. José Carlos da Silva e Rafael Rastelli apontaram que a situação deve ser amenizada com a futura entrega do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) e da Policlínica.

A pauta também incluiu questionamentos sobre a renovação do contrato da empresa fornecedora da cesta básica, sem consulta prévia ao sindicato, contrariando promessa anterior da administração. José Carlos explicou que a renovação, por apenas um ano, foi necessária em razão de medidas judiciais em andamento, mas garantiu que será avaliada a possibilidade de pagamento por meio de cartão de alimentação, que deve ser estudado já a partir de janeiro de 2027. A administração reforçou que reclamações sobre produtos faltantes ou estragados devem ser registradas na ouvidoria.

Outro tema levantado foi a situação dos(as) coletores(as) de lixo, que pedem a volta do encerramento automático do ponto ou a adoção de aplicativo para registro em celular. A administração ficou de avaliar a proposta, uma vez que em passado recente o fechamento da jornada era “automático. Será feito um estudo sobre a viabilidade da retomada deste procedimento.

Já em relação ao pagamento das horas extras em pecúnia, os secretários afirmaram que dependem de estudos de impacto financeiro. O mesmo argumento foi usado para tratar da licença-prêmio e do retroativo dos direitos congelados na pandemia, que vêm sendo pagos de forma escalonada, priorizando os casos mais urgentes, conforme a disponibilidade de caixa.

O sindicato também cobrou a inclusão da atualização do piso do magistério no orçamento municipal a partir de 2027, além da antecipação do pagamento de salários e benefícios quando coincidirem com finais de semana ou feriados. Vanilda solicitou a antecipação do pagamento, quando dias úteis cairem nos finais de semana ou feriados. Inclusive, o pagamento de agosto (pago agora em setembro) vai ocorrer no decorrer da tarde de hoje (4/9).

Rastelli destacou que os(as) servidores(as) têm prioridade máxima nos pagamentos, mas a antecipação depende da disponibilidade de recursos. Por fim, foi reforçada a necessidade de atualização do quadro funcional com novas contratações via concurso público, tema que será retomado em outra reunião.

Ao final, Vanilda avaliou que, embora nem todos os pontos tenham sido discutidos em profundidade, as demandas foram acolhidas para reflexão e encaminhamentos. “Entendemos a atual situação da administração, mas é preciso corrigir estas questões apresentadas, pois são demandas históricas e que, em alguns casos, estão sem solução a uma década”, ressaltou.

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