Justiça Eleitoral amplia acessibilidade para 1,97 milhão de eleitores com deficiência
Eleitorado com deficiência cresceu 1.290% em 16 anos; transporte gratuito, urnas mais legíveis e Libras ampliado estão entre as medidas para o pleito de outubro
O eleitorado com deficiência física ou dificuldade motora cresceu quase 14 vezes em 16 anos: saltou de 141.690, em 2010, para 1.970.165, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Diante desse cenário, a Justiça Eleitoral estruturou uma série de iniciativas para garantir o voto com autonomia e dignidade.
Transporte especial gratuito, urnas mais legíveis e intérpretes de Libras ampliados estão entre as medidas.
Pelo Programa Seu Voto Importa, instituído em fevereiro de 2026 pela Resolução 23.753, eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida poderão solicitar transporte gratuito no dia da votação.
No primeiro turno, em 4 de outubro, os interessados têm até 14 de setembro para formalizar o pedido, presencialmente em cartório eleitoral ou pelos canais de atendimento do TRE responsável pelo local de votação.
Em São Paulo, o tribunal regional informou que o serviço estará disponível em mais de 300 cidades, contemplando também idosos, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e obesas.
A nova fonte tipográfica Atkinson Hyperlegible, desenvolvida pelo Braille Institute, facilitará a leitura para pessoas com deficiência visual.
Uma barra de progresso fixa na parte superior da tela orientará o eleitor em todas as etapas da votação.
Intérpretes de Libras, por sua vez, passam a indicar situações como voto em branco, voto nulo e voto de legenda.
Sobre as candidaturas, a base de dados do tribunal registra a evolução apenas dos últimos quatro anos, com pedidos de registro que passaram de 489 para 524.
“Assegurar condições para que todas as pessoas possam exercer, em igualdade de condições, seus direitos políticos de forma plena está no centro da missão da Justiça Eleitoral”, afirmou o diretor de Assuntos Estratégicos do TSE, William Akerman, em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado, na quinta-feira (3).
Durante o debate, o defensor público do Rio de Janeiro destacou que um mero degrau pode representar uma barreira ao pleno exercício da cidadania.
As medidas incluem ainda o livre ingresso de cães-guia nos locais de votação e o treinamento dos mesários para atendimento preferencial a pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e audiência pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, Agência Brasil
Imagem: Gerada pelo site por I.A.































