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Bandeira do Japão por ¥500: abordagem semelhante aparece em diferentes cidades

Abordagens com bandeiras japonesas e pedidos de ¥500 voltaram a ser relatadas no Japão, mas não há confirmação de fraude em todos os casos.

Casos em que estrangeiros abordam moradores ou comerciantes no Japão, entregam uma pequena bandeira japonesa e pedem ¥500 estão sendo relatados em diferentes regiões do país.

Segundo a FNN, os abordantes apresentam cartões ou papéis escritos em japonês, nos quais afirmam ter deficiência auditiva ou dificuldade para falar e solicitam dinheiro sob a justificativa de doação ou compra da bandeira.

Não há, porém, confirmação de que todas essas declarações sejam falsas ou de que todos os episódios configurem fraude.

Um dos casos recentes ocorreu em Yokohama (Kanagawa). Em 28 de julho, pouco antes das 15h, uma mulher estrangeira entrou em um restaurante de lámen carregando uma bandeira do Japão e mostrou ao proprietário um pequeno papel escrito em japonês.

Mulher pediu ¥500 em restaurante de Yokohama

De acordo com o comerciante, a mensagem dizia que a mulher tinha dificuldades para ouvir e falar, apoiava o Japão e pedia colaboração. O texto também informava que uma bandeira seria entregue em troca de ¥500.

O proprietário, que também possui deficiência auditiva, decidiu ajudar e entregou os ¥500. Segundo ele, a pequena bandeira recebida era simples e tinha uma haste semelhante a um canudo.

O comerciante afirmou ainda ter ouvido de outro estabelecimento conhecido que uma abordagem semelhante havia ocorrido no local.

Um episódio parecido foi registrado em Tóquio em meados de junho. Um estrangeiro, aparentemente na faixa dos 20 anos, entrou em um restaurante antes da abertura e apresentou um papel dizendo ser deficiente auditivo e estar viajando pelo Japão.

Ele teria pedido que o proprietário comprasse uma bandeira japonesa por ¥500. O comerciante contou que pagou o valor porque estava ocupado com os preparativos para o funcionamento do estabelecimento e queria encerrar rapidamente a abordagem.

Abordagem também foi relatada em Hokkaido

Outro caso citado pela FNN ocorreu em 6 de setembro, em Kamifurano (Hokkaido). Um estrangeiro entrou em um restaurante carregando uma mochila grande e apresentou dois tipos de bandeiras.

A proprietária decidiu comprar uma delas por ¥500 e ainda ofereceu uma bebida ao homem por causa do calor. Segundo ela, após receber o dinheiro, ele utilizou um aplicativo para transmitir uma mensagem de agradecimento.

Os relatos atuais não são inéditos. A FNN mostrou imagens de episódios semelhantes registrados em Fukuoka, em 2020, e em Tóquio, em 2019, nos quais estrangeiros abordavam pessoas com bandeiras e cartões.

Em 2024, a polícia de Wakayama também recebeu consultas sobre casos em que pessoas que se apresentavam como estrangeiras com deficiência auditiva pediam ¥500 em troca de bandeiras japonesas.

Na ocasião, a polícia destacou que, quando o pagamento é voluntário, pode ser difícil caracterizar uma infração apenas com essas informações.

Especialista recomenda verificar antes de entregar dinheiro

O ex-investigador da Polícia da Província de Saitama Seizo Sasaki afirmou à FNN que existe a possibilidade de informações sobre esse tipo de abordagem estarem sendo compartilhadas entre pessoas ou comunidades, especialmente se perceberem que comerciantes são mais propensos a pagar.

Ele ressaltou, porém, que somente se as informações apresentadas forem falsas poderia haver possibilidade de enquadramento como fraude. Além disso, o baixo valor envolvido pode dificultar a caracterização e investigação de cada ocorrência.

A recomendação é não entregar dinheiro por pressão ou constrangimento e, antes de fazer uma doação, verificar quem está solicitando, qual é a finalidade do dinheiro e se existe alguma organização identificável envolvida.

Caso haja insistência, ameaça ou comportamento suspeito, a pessoa pode procurar a polícia.

Os casos relatados envolvem indivíduos específicos e não devem ser usados para generalizar o comportamento de estrangeiros residentes ou visitantes no Japão.

FONTE: PORTAL MIE

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