Takaichi troca 10 ministros, mas mantém Kimi Onoda à frente de políticas para estrangeiros no Japão
Primeira-ministra preservou o núcleo econômico e diplomático do governo e incluiu um integrante do partido Nippon Ishin no Kai pela primeira vez
A primeira-ministra Sanae Takaichi reformulou o gabinete na quinta-feira (17), com a troca de dez dos 18 ministros. Apesar da renovação de mais da metade da equipe, ela manteve os responsáveis por áreas estratégicas, incluindo Kimi Onoda, que continuará à frente da Segurança Econômica e da coordenação das políticas relacionadas à convivência com estrangeiros.
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A permanência de Onoda ganha relevância para a comunidade brasileira porque o cargo inclui a função denominada oficialmente “promoção de uma sociedade de convivência ordenada com estrangeiros”. Ela exerce essa atribuição desde a formação do primeiro governo Takaichi, em outubro de 2025.
Embora o Ministério da Justiça e a Agência de Serviços de Imigração cuidem diretamente dos vistos, status de residência e deportações, Onoda coordena ações que envolvem diferentes ministérios. Entre as atribuições estão a discussão sobre o modelo de entrada de estrangeiros, a integração dos residentes e o cumprimento das regras japonesas.
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Em julho, o governo determinou que a ministra conduzisse debates com especialistas sobre os princípios básicos para a entrada de estrangeiros no país. O trabalho também inclui projeções sobre a população estrangeira e a elaboração de uma política mais abrangente até o fim do atual ano fiscal, em março de 2027, segundo informações divulgadas pelo Gabinete do primeiro-ministro.
A manutenção de Onoda indica, portanto, continuidade nessa área, justamente quando o governo avança com medidas mais rigorosas relacionadas à imigração, ao cumprimento das obrigações legais e à permanência de estrangeiros no Japão.
Núcleo do governo permanece
Além de Onoda, Takaichi manteve outros sete ministros. Toshimitsu Motegi continua nas Relações Exteriores, Satsuki Katayama nas Finanças e Shinjiro Koizumi na Defesa. Minoru Kihara permanece como secretário-chefe do Gabinete.
Também continuam Kenichiro Ueno na Saúde, Trabalho e Bem-Estar e Ryosei Akazawa na Economia, Comércio e Indústria. Minoru Kiuchi permanece na área de crescimento e política econômica e fiscal.
Ao preservar esses nomes, Takaichi sinalizou que pretende manter as principais diretrizes econômicas, diplomáticas e de segurança. Após o anúncio, a primeira-ministra afirmou que o governo acelerará as medidas destinadas a elevar o potencial de crescimento do país.
“Sem crescimento econômico, não podemos manter a sustentabilidade fiscal”, declarou Takaichi, de acordo com a Reuters.
A decisão de manter Katayama e Kiuchi também busca transmitir estabilidade aos mercados. O governo pretende ampliar investimentos e a renda das famílias, mas enfrenta questionamentos sobre o aumento dos gastos públicos e a proposta de reduzir por dois anos o imposto sobre o consumo de alimentos.
Sete estreantes no gabinete
A reforma levou sete políticos a um cargo ministerial pela primeira vez. Hisayuki Fujii assumiu o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações, enquanto Yoshihiro Seki passou a comandar a Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia.
Kazuo Yana tornou-se ministro da Agricultura, Florestas e Pesca. Tatsunori Ibayashi assumiu o Ministério do Território, Infraestrutura, Transportes e Turismo, e Hiroyoshi Sasagawa ficou com o Meio Ambiente.
Toshiharu Furukawa passou a comandar a Transformação Digital e a Inteligência Artificial. Já Hiroshi Nakatsuka, do Nippon Ishin no Kai, assumiu as áreas de reforma regulatória e políticas para crianças.
Nakatsuka é o primeiro integrante do Ishin a entrar no gabinete Takaichi. Até agora, o partido participava da base governista, mas mantinha uma cooperação externa com o Partido Liberal Democrata. A nomeação aumenta sua responsabilidade direta sobre as decisões do governo.
Outros três políticos retornaram ao gabinete. Takashi Yamashita assumiu o Ministério da Justiça, Goshi Hosono ficou responsável pela Reconstrução e Prevenção de Desastres, e Yasuhiro Hanashi tornou-se presidente da Comissão Nacional de Segurança Pública.
De acordo com a TV Asahi, Seki e Yana estão entre os parlamentares envolvidos no caso de valores não registrados nos relatórios de financiamento político de grupos internos do Partido Liberal Democrata. Eles são os primeiros políticos ligados ao caso a receber cargos ministeriais desde o início do escândalo.
Hayashi deixa o governo
A saída de maior peso político foi a de Yoshimasa Hayashi, que ocupava o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações. Ele disputou a eleição para a liderança do Partido Liberal Democrata contra Takaichi e aparece como possível candidato à sucessão da primeira-ministra.
Também deixaram o gabinete Hiroshi Hiraguchi, da Justiça; Yohei Matsumoto, da Educação; Norikazu Suzuki, da Agricultura; Yasushi Kaneko, dos Transportes; Hirotaka Ishihara, do Meio Ambiente; Hisashi Matsumoto, da Transformação Digital; Takao Makino, da Reconstrução; Jiro Akama, da Comissão Nacional de Segurança Pública; e Hitoshi Kikawada, responsável por políticas para crianças e outras áreas especiais.
Esta foi a primeira reforma ministerial de Takaichi desde que ela assumiu o governo, em outubro de 2025.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE































