Ataques russos matam 328 civis na Ucrânia e agravam crise humanitária às vésperas do inverno
Pelo menos 328 civis morreram e 2.105 ficaram feridos na Ucrânia em setembro, conforme a atualização mensal da Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU.
O total representa um aumento de 85% em relação ao mesmo mês do ano passado, com vítimas registradas em 22 regiões do país.
Kyiv concentrou o maior número de mortes, ocorridas em 22 dos 30 dias de setembro — a frequência mais alta desde o início da invasão russa em larga escala, em fevereiro de 2022.
Comunidades de Kherson, Kharkiv, Sumy e Zaporizhzhia também foram fortemente atingidas pelos ataques.
As duas primeiras semanas de outubro figuraram entre os períodos mais letais para civis dos últimos anos, alertou Danielle Bell, chefe da missão da ONU.
Em poucos dias, ofensivas russas provocaram incidentes com elevado número de vítimas, de Kharkiv e Zaporizhzhia a Kramatorsk e Kyiv.
Dados confirmados incluem 18 mortos e 44 feridos em território ocupado pela Rússia, mas Bell ressalta que o número real pode ser significativamente maior.
Infraestruturas energéticas voltaram a ser alvo de ataques sistemáticos. Nos dias 13 e 14 de outubro, forças russas atingiram três centrais elétricas na região da capital, deixando 600 mil pessoas temporariamente sem eletricidade.
Forças Armadas ucranianas também atacaram infraestruturas de eletricidade e aquecimento em território ocupado e na Rússia, em cerca de 80 ataques com drones.
Com a chegada do inverno, a Organização Internacional para Migrações (OIM) estima que 3,6 milhões de pessoas seguem deslocadas internamente, enquanto 3,8 milhões retornaram às suas residências desde fevereiro de 2022.
Somente 32% das famílias afirmam conseguir aquecer adequadamente suas casas — índice que cai para 25% nas áreas próximas da linha de frente.
“A margem para agir está diminuindo”, afirmou Arthur Erken, diretor regional da OIM, defendendo apoio adicional antes que o inverno agrave as necessidades e coloque mais famílias em risco de deslocação.
Fonte: ONU News, com dados da Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia e da Organização Internacional para Migrações (OIM).
Imagem: Gerada pelo site através de I.A.
































