Aumentam no Japão as queixas contra personal trainers e taxas de cancelamento
Reclamações sobre contratos de personal trainer aumentaram no Japão. Cobranças para cancelamento e pressão durante aulas experimentais preocupam autoridades.
Os problemas envolvendo contratos de personal trainers e academias com treinamento individualizado estão aumentando no Japão.
Entre as reclamações estão cobranças elevadas para cancelar planos, ofertas promocionais que acabam gerando despesas inesperadas e pressão para fechar contratos durante aulas experimentais.
Segundo o Centro Nacional de Assuntos do Consumidor do Japão (NCAC), o número de consultas registradas nos centros de defesa do consumidor em todo o país chegou a 1.457 no ano fiscal de 2025, um aumento de 572 casos em relação ao período anterior.
Entre os consumidores cuja idade foi informada, pessoas de até 29 anos representaram 36,2% das reclamações, a maior proporção entre as faixas etárias. Em 2026, até o fim de agosto, já haviam sido contabilizadas 537 consultas, acima do ritmo observado no mesmo período do ano anterior.
Um dos casos envolve uma mulher na faixa dos 30 anos que participou de uma aula experimental e recebeu uma proposta de desconto para contratar um ano inteiro de treinamento. Posteriormente, por motivos profissionais, ela não conseguiu continuar frequentando as aulas e solicitou o cancelamento.
A academia informou que a rescisão antecipada eliminaria o desconto concedido inicialmente. Com isso, as aulas seriam recalculadas pelo preço normal, incluindo a cobrança da taxa de matrícula. A consumidora recebeu uma cobrança de ¥85 mil.
Pressão para contratar e serviços adicionais
Também foram relatadas situações em que consumidores passaram até duas horas sendo pressionados após uma experiência gratuita, com argumentos de que o preço promocional estaria disponível somente naquele dia.
Em outros casos, clientes acabaram contratando suplementos alimentares, tratamentos estéticos e serviços adicionais oferecidos durante o atendimento.
De acordo com o NCAC, o treinamento personalizado costuma começar com uma avaliação dos objetivos físicos do cliente e a apresentação de planos específicos.
Esse atendimento individual pode fazer com que algumas pessoas tenham dificuldade para recusar as propostas, mesmo quando os valores ou as condições contratuais não são adequados às suas necessidades.
Como evitar problemas com contratos
O órgão orienta os consumidores a não tomarem decisões precipitadas, especialmente diante de descontos condicionados à assinatura imediata.
Antes de contratar, é importante verificar o preço total, as regras de cancelamento, eventuais multas, a disponibilidade de horários e a real necessidade dos serviços adicionais.
O NCAC ressalta que um plano recomendado pelo treinador não necessariamente corresponde à capacidade financeira ou à frequência com que o consumidor poderá comparecer às aulas.
A orientação é levar a proposta para casa, analisar as condições com calma e recusar claramente a contratação quando não houver interesse.
Em caso de problemas ou dúvidas sobre os contratos, moradores do Japão podem procurar o centro de defesa do consumidor de sua região pelo telefone 188, serviço nacional que encaminha as consultas aos órgãos competentes.
FONTE: PORTAL MIE
































