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Unicef cobra fim do casamento infantil e mais investimento em Bangladesh

Quase metade das mulheres bengalesas de 20 a 24 anos casou antes de atingir a idade adulta. O dado é do Fundo das Nações Unidas para a Infância, o Unicef, que alerta para os efeitos do casamento infantil sobre a vida das meninas. Durante visita a Bangladesh, a diretora executiva da agência, Catherine Russell, pediu o fim da prática e defendeu educação para todas as meninas e crianças rohingya. Na capital Daca, no assentamento informal de Korail, um dos maiores do país, a representante ouviu relatos de crianças e pais sobre pobreza, estudos interrompidos e serviços básicos limitados. Segundo o Unicef, o casamento infantil afasta as meninas da escola, alimenta a gravidez precoce e limita oportunidades ao longo de toda a vida. Catherine Russell também cobrou do governo o compromisso de investir 5% do Produto Interno Bruto, o PIB, em saúde e educação. Em reunião com autoridades de alto nível, ela elogiou o aumento do orçamento para as duas áreas, mas cobrou a transformação de promessas em ações. Já em Cox’s Bazar, um dos maiores acampamentos do mundo, a chefe da agência destacou o acolhimento de mais de 1,1 milhão de refugiados rohingya que fugiram da perseguição étnica em Mianmar. A comunidade internacional, segundo ela, deve manter o apoio aos refugiados e às comunidades anfitriãs, sobretudo diante dos cortes no financiamento humanitário. Para o Unicef, investir em educação, saúde, nutrição e proteção das crianças é investir no futuro do país. Todas as ações da agência no território visam preservar conquistas e garantir que ninguém seja deixado para trás.

Fonte: Unicef (agência da ONU)

Imagem: Gerada pelo site através de I.A.

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