Condomínio Vida Longa celebra um ano de acolhimento e dignidade para idosos em Marília
Residencial “Isaias Antônio Marroni”, no Jardim Califórnia, comemora seu primeiro aniversário com almoço festivo e histórias de superação de moradores que deixaram o isolamento e as ruas para viver em comunidade.
O Condomínio Vida Longa “Isaias Antônio Marroni”, localizado no Jardim Califórnia, completou seu primeiro ano de funcionamento em Marília. Para celebrar a data, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania promoveu um almoço comemorativo nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, reunindo os residentes e equipes técnicas em um momento de confraternização e partilha.
Fruto de uma cooperação entre o Governo do Estado de São Paulo — por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) — e a Prefeitura de Marília, o programa oferece moradia assistida e totalmente gratuita para pessoas acima de 60 anos em situação de vulnerabilidade social, sem amparo familiar ou que residiam em condições precárias. O espaço conta com 28 casas mobiliadas e adaptadas com conceitos de acessibilidade universal, além de áreas comuns voltadas ao lazer e atividades integrativas.
O prefeito Vinicius Camarinha ressaltou a relevância social da iniciativa no município:
“Ver o sorriso no rosto de cada um desses moradores hoje nos dá a certeza de que o investimento humano é o que realmente transforma uma cidade. O Vida Longa vai além das paredes de tijolo; ele devolve o respeito, a proteção e a cidadania para aqueles que já contribuíram muito com a nossa sociedade.”
A secretária de Assistência Social e Cidadania, Hélide Maria Parrera, destacou como o acompanhamento constante impacta diretamente a rotina e o bem-estar do grupo:
“Neste primeiro ano, testemunhamos uma verdadeira transformação psicológica e física dos residentes. A moradia segura afasta esses idosos do risco da violência e do isolamento social. A nossa equipe multidisciplinar atua diariamente para que eles mantenham sua autonomia, mas com o suporte e o carinho necessários para uma velhice saudável e integrada comunitariamente.”
O impacto na voz de quem habita o espaço
A mudança de realidade é descrita com entusiasmo pelos próprios idosos. Roberto Antônio de Souza, de 67 anos, celebra a conquista do novo lar:
“Fui incluído nesse projeto, que é uma maravilha. Moro aqui e, graças a Deus, não preciso pagar nada. Estou no lugar certo, o lugar que eu sempre sonhei. As meninas aqui são ótimas, todos no Vida Longa são gente boa. Só tem um porém: a gente está engordando um pouquinho. Mas é só isso.”
Para Maria das Graças de Paula, de 73 anos, a segurança residencial trouxe a serenidade que faltava em sua trajetória:
“Sou muito grata a Deus de estar morando aqui no Vida Longa. Minha vida mudou tudo. Eu vivo aqui em paz, tranquila. Gosto muito de viver aqui e agradeço a todos que se uniram para dar esse lugar para nós. Obrigado por tudo.”
A privacidade aliada à convivência coletiva transformou os dias de Fátima Eliana Carneiro, de 62 anos, que enfrentava dificuldades antes de ser integrada ao programa:
“Eu amo morar aqui, adoro, porque posso ficar tranquila. Tenho minha privacidade, meu sossego, paz. Também estou aprendendo a viver assim com mais pessoas, em condomínio, em coletivo. Mudou tudo na minha vida, porque eu vivia de favor ou de aluguel. E aí era sempre muita dificuldade mesmo, humilhação e dificuldade. Aqui eu sou independente, não dependo de ninguém, dependo de mim mesma. Sem contar que o condomínio é lindo. Eu amo.”
A superação das ruas e da vulnerabilidade social marca o relato de Paulo Marcel, de 63 anos, que ressalta o sentimento de liberdade readquirido:
“Moro aqui no Vida Longa e acho muito bom porque tem liberdade. A gente pode sair a qualquer hora. Sim, tem os horários para sair, mas para mim está bom. O que mudou é que eu morava numa pensão, morava na rua. E então, agora, eu tenho uma casa. Para mim está ótimo.”
O modelo de moradia assistida implantado em Marília encerra seu primeiro ciclo consolidando-se como referência de política pública habitacional e protetiva, provando que o acesso à moradia digna é o primeiro passo para o resgate completo da dignidade na terceira idade.

































