Colapso de geleira no Nepal mata mais de 350 e deixa 1,3 mil desaparecidos
A tragédia que atingiu a fronteira do Nepal com a China nesta quarta-feira foi causada pelo colapso massivo de uma geleira e pelo fluxo de detritos, e não por um terremoto, como inicialmente se acreditou. Agências especializadas chegaram a registrar um tremor de magnitude 4,4 na escala Richter, mas análises mais detalhadas descartaram essa hipótese.
Mais de 350 mortos já foram confirmados no Nepal, e pelo menos 1,3 mil pessoas seguem desaparecidas, incluindo cerca de 700 estrangeiros. O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou profundas condolências às vítimas do que chamou de “inundações assustadoras”, afirmando que as Nações Unidas estão mobilizando suprimentos e equipes humanitárias para apoiar os esforços nacionais de emergência.
Diversas frentes de ajuda já estão em ação. Dois funcionários da Organização Mundial da Saúde (OMS) chegaram ao local com kits médicos suficientes para atender cerca de 10 mil pessoas por três meses, além de tendas e apoio logístico. O Programa Mundial de Alimentos (WFP) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) começaram a enviar equipes e caminhões com suprimentos a partir desta quinta-feira.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mobiliza apoio para a gestão de dados e o envio de voluntários. Já o Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) trabalha com a coordenadora residente, Lila Pieters Yahia, para obter imagens de satélite e análises da área afetada. A Organização Internacional para Migrações (OIM) mantém contato com as autoridades para uma resposta coordenada, enquanto parceiros como a Save the Children e a Cruz Vermelha do Nepal também se mobilizam.
Na China, o Escritório da ONU relatou danos, um número significativo de vítimas e destruição na Região Autônoma do Tibete.
Fonte: ONU News (Nações Unidas).
Imagem: © Unicef































