Tufão 24 se forma ao sul do Japão e pode provocar chuvas intensas; tufão 18 “ressuscita” no mar
O novo tufão deve se aproximar de Okinawa e de Amami, enquanto o sistema que havia perdido força voltou a atingir os critérios para ser classificado como tufão
O tufão número 24 do ano se formou nesta terça-feira (1º) ao sul do Japão, enquanto o tufão 18, que havia sido rebaixado para depressão tropical após passar por Okinawa e pelo sul da China, voltou a ganhar força no Mar da China Meridional.
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Segundo a Agência Meteorológica do Japão, o tufão 24 surgiu às 9h desta terça-feira. O fenômeno recebeu o nome internacional Krovanh.
Às 15h, o tufão estava praticamente parado ao sul do Japão, com pressão atmosférica central de 996 hectopascais. Os ventos máximos sustentados perto do centro chegavam a 18 metros por segundo, equivalentes a cerca de 65 km/h, e as rajadas alcançavam 25 metros por segundo, ou 90 km/h.
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A previsão indica que o tufão começará a avançar lentamente em direção ao norte nesta quarta-feira (2). Às 15h, deverá estar cerca de 200 quilômetros ao sul-sudeste da ilha de Minamidaito, na província de Okinawa.
Na quinta-feira (3), o sistema deve passar pelas proximidades de Okinawa e seguir em direção à região de Amami, no sul da província de Kagoshima. A Agência Meteorológica prevê que o tufão chegue às proximidades das ilhas Amami na sexta-feira (4).
Depois disso, o movimento pode se tornar ainda mais lento e a trajetória permanece incerta. A margem de erro da previsão aumenta consideravelmente a partir de sexta-feira.
Risco de chuva forte em ampla área
Embora não haja previsão de grande fortalecimento do tufão 24, seu deslocamento lento pode prolongar os efeitos da chuva e do vento.
A Weathernews informou que o tufão deverá enviar uma grande quantidade de ar quente e úmido em direção a uma frente de outono que avançará sobre o arquipélago.
A combinação entre a frente e a umidade trazida pelo tufão pode favorecer a formação de nuvens carregadas. Há risco de chuva intensa entre sexta-feira e o fim de semana em uma ampla área do oeste e do leste do Japão.
A Associação Meteorológica do Japão advertiu que, entre quinta-feira (3) e sábado (5), algumas áreas entre Shikoku e Kanto podem registrar chuvas fortes em nível suficiente para a emissão de alertas.
A localização e o momento das precipitações ainda dependem da trajetória do tufão. As autoridades recomendam acompanhar as atualizações, especialmente em Okinawa, Amami, Kyushu e nas áreas do Pacífico entre Shikoku e Kanto.
A formação do tufão 24 até o início de setembro é incomum. De acordo com a TV Asahi, fazia 55 anos que o 24º tufão do ano não surgia tão cedo.
Tufão 18 volta a ganhar força
O tufão 18, chamado Saudel, havia se formado em 19 de agosto nas proximidades das ilhas Chuuk, na Micronésia. Depois de provocar ventos fortes e chuvas intensas em Okinawa e Amami, o sistema atingiu o sul da China e perdeu força.
No sábado (29), seus ventos máximos caíram abaixo de 17,2 metros por segundo, limite usado pela Agência Meteorológica para classificar um sistema como tufão. Por isso, o fenômeno passou a ser considerado uma depressão tropical.
Entretanto, o sistema avançou novamente sobre as águas quentes do Mar da China Meridional e voltou a se fortalecer. Às 3h desta terça-feira, ganhou novamente a classificação de tufão, mantendo o número 18 e o mesmo nome internacional.
Esse tipo de fenômeno é chamado informalmente no Japão de “tufão ressuscitado” (fukkatsu taifū). Quando a Agência Meteorológica conclui que se trata do mesmo sistema, o órgão mantém o número anterior em vez de atribuir um novo.
Às 15h desta terça-feira, o tufão 18 avançava para leste-nordeste a 20 km/h, com pressão central de 994 hectopascais. Os ventos sustentados chegavam a 18 metros por segundo, cerca de 65 km/h, e as rajadas, a 25 metros por segundo, ou 90 km/h.
O sistema deve perder velocidade nas proximidades da costa chinesa e do Estreito de Taiwan. Segundo a Weathernews, há risco de chuva intensa no sul de Taiwan e nas províncias chinesas de Fujian e Zhejiang, mas, pela trajetória atual, o tufão 18 não deve se aproximar novamente do arquipélago japonês.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE































