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Brasileira tenta entrar no Japão com 1,4 quilo de cocaína dentro de sutiã; TV mostra prisão em flagrante

Nos últimos anos, aumentaram os casos de entrada de itens proibidos e tráfico de drogas no Japão. Um dos principais pontos de vigilância no país é o posto de fiscalização do Departamento de Alfândega de Tóquio, localizado dentro do aeroporto de Haneda.

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Ali, agentes e cães farejadores atuam logo após a imigração, antes da saída dos passageiros, reforçando o chamado controle na linha de frente.

Em 2024, foram cerca de 50 apreensões de drogas ilegais no Aeroporto de Haneda — recorde histórico. Em 2025, até junho, já havia mais de 40 casos.

“Tem aumentado muito o número de ‘trabalhos no submundo’. Pessoas são recrutadas com propostas como ‘vá ao exterior e traga esta encomenda’. Muitas acabam atuando como mulas sem saber que carregam drogas”, disse o vice-chefe do posto, Wataru Himoro, à emissora TBS, que exibiu uma reportagem neste domingo (10) sobre o assunto.

Em uma determinada noite, a equipe de plantão reforçou a vigilância. O motivo: a chegada de um voo identificado como de alto risco com base em registros anteriores.

Entre os passageiros, havia uma mulher brasileira jovem, com idade entre 20 e 29 anos. Ela tinha feito um trajeto incomum: São Paulo, Etiópia, Bangcoc e Japão. Apesar da longa viagem, trazia apenas uma bolsa de mão e duas malas.

Suspeitando de tráfico, os agentes a levaram para a sala de inspeção. Por meio de um intérprete via telefone, perguntaram o motivo da viagem.

“Vim para turismo. Quero visitar pontos famosos, pegar carro ou ônibus para passear”, disse ela, aparentando calma.

A inspeção inicial revelou apenas roupas e um modelador de cabelo. Nada de ilícito. Mas, por precaução, os agentes coletaram amostras das malas para análise — resultado positivo para cocaína.

A revista minuciosa não encontrou drogas dentro da bagagem. Seguiu-se, então, a inspeção corporal. Uma agente feminina perguntou sobre o sutiã volumoso:

“Uso enchimento para melhorar o formato do busto”, respondeu a brasileira.

Com o calor e o nervosismo aumentando, a mulher foi informada de que precisaria ir ao hospital para exame detalhado. Relutante, reclamou: “Depois de três conexões de voo, estou exausta…”

Após convencê-la, o exame médico revelou o truque: camisinhas com solução líquida de cocaína escondidas dentro do bojo do sutiã. A droga pesava 1,4 quilo, com valor estimado de 35 milhões de ienes.

A brasileira foi presa sob acusação de violar a Lei de Controle de Narcóticos e da Lei Aduaneira.

Ser “mula” de drogas é um crime grave no Japão
Nos últimos anos, cresceu o número de tentativas de contrabando de drogas ilícitas, como a metanfetamina, feitas por passageiros de avião. Muitas vezes, pessoas são aliciadas com promessas de dinheiro fácil e acabam atuando como “mulas” para transportar drogas do exterior, sendo posteriormente presas.

De acordo com o Artigo 109 da Lei Alfandegária, quem traficar mercadorias proibidas pode pegar até 10 anos de prisão, receber multa de até 30 milhões de ienes ou ambas as penas.

Exemplos verídicos
(segundo a Alfândega de Tóquio)

  • Caso 1: Um ex-colega de trabalho ofereceu um “bico” para trazer uma mala do exterior. Movido pela ganância, o acusado aceitou. Mais tarde, soube que havia algo escondido na tampa da mala que não seria detectado pelo raio-X. Resultado: 8 anos de prisão e multa de 4,5 milhões de ienes.
  • Caso 2: Após quitar dívidas, o acusado pediu novo empréstimo e foi convidado a fazer um “trabalho arriscado” trazendo uma mala da Malásia. O objetivo era levantar dinheiro para sua empresa. Resultado: 7 anos de prisão e multa de 3 milhões de ienes.

FONTE: ALTERNATIVA ON LINE

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