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“Quem sou eu?”: Homem acorda sem memória em matagal no Japão e tenta descobrir sua identidade

Ele não tem documentos e se apresenta como Hajime Tanaka, mas admite não saber se este é de fato seu nome real

Em julho deste ano, um homem acordou de repente em meio a um matagal às margens de uma estrada em Okuizumo, na província de Shimane, sentindo uma forte dor de cabeça.

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“Por que estou caído aqui?”, “Onde estou?”, “Quem sou eu?” — foram as primeiras perguntas que lhe vieram à mente.

Quase dois meses depois, ele ainda não recuperou as lembranças do passado. Atualmente vive em Osaka, tentando reconstruir sua vida pouco a pouco, mas afirma que seu maior desejo é descobrir sua verdadeira identidade.

“Quero qualquer informação, mesmo a mais simples, que possa me ajudar a entender quem eu sou”, disse em entrevista concedida à emissora ABC, mostrando o rosto.

O homem se apresenta como Hajime Tanaka, mas admite não saber se este é de fato seu nome real. Ele aparenta ter entre 35 e 45 anos, fala um japonês padrão claro e correto e mantém a esperança de que alguém possa reconhecê-lo.

Sua lembrança mais antiga é a de carros passando perto dele, enquanto permanecia caído em um matagal. Dias depois, soube que o local era um trecho da rota nacional 314, em uma área montanhosa de Okuizumo.

“Deve ter sido de madrugada ou fim de tarde. Acordei com uma dor de cabeça insuportável e, mesmo tentando me manter desperto, acabei apagando de novo. Fiquei caído ali por uns dois dias”, contou.

Quando conseguiu finalmente se levantar, apalpou a cabeça temendo encontrar ferimentos, mas não havia sinais de sangramento. Ele usava camiseta de mangas curtas, calça preta e sandálias. Próximo ao local, foi encontrada uma bolsa de grife italiana, que ele reconheceu instintivamente como sua, embora não soubesse explicar por quê.

Dentro e ao redor da bolsa havia uma carteira de marca, sem dinheiro nem documentos de identidade, cerca de 600 mil ienes em dinheiro guardados em sacos plásticos com zíper, um relógio de marca sueca, roupas, óculos, carregador portátil e isqueiro. Curiosamente, não havia celular entre os pertences.

Nos primeiros dias sobreviveu bebendo água de fontes locais e dormindo ao relento. Em uma dessas fontes, pediu ajuda a um morador, que o levou até a estação de Izumo, onde conseguiu comprar alimentos em uma loja de conveniencia. “Não sabia quem eu era, nem para onde ir. Só queria sobreviver”, contou.

Seguindo fragmentos de lembrança, Tanaka foi a Osaka, acreditando que o letreiro da Glico em Dotonbori despertaria sua memória, mas nada aconteceu. Também tentou viajar a Tojinbo (Fukui), local associado a memórias vagas.

No entanto, sua peregrinação terminou em uma prisão temporária, após a polícia encontrar um canivete de 8 cm em sua bolsa. Ele garante não se lembrar de possuir o objeto. “Só consegui dizer que não sabia. No início acharam difícil acreditar, mas depois começaram a compreender minha situação”, afirmou.

Após dez dias, a promotoria o liberou sob medida emergencial de assistência, e ele foi encaminhado para a ONG Pialife, em Osaka. Atualmente, faz atividades de adaptação, como experiência em um restaurante, enquanto tenta reconstruir a vida.

Apesar do apoio recebido, o homem ainda convive com angústia. “Não sei quem sou, o que fazia antes, nem para que vivo agora. Tenho medo de que, mesmo descobrindo minha identidade, a memória não volte”, desabafou.

Tanaka aparenta ter entre 35 e 45 anos, mede cerca de 1,65 m, fala japonês padrão com leve sotaque da região Kanto, usa óculos de armação preta e mantém um corte moicano, o mesmo que tinha quando foi encontrado, para facilitar o reconhecimento.

Quem tiver informações pode entrar em contato com a ONG Pialife pelo número 080-6664-7759 ou e-mail tanakatoiawase@pialife-loger.com.

FONTE: ALTERNATIVA ON LINE

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