Onda de aumento de preços atinge mais de 3 mil itens alimentícios no Japão em outubro
Os refrigerantes de 500 ml, incluindo a Coca-Cola, passarão a custar 200 ienes ou mais nas máquinas de venda automática
O mês de outubro trará mais uma rodada de reajustes no setor de alimentos e bebidas no Japão. Segundo levantamento da empresa Teikoku Databank com 195 grandes fabricantes, 3.024 itens terão aumento de preço, com alta média de 17% por produto.
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Esse é o décimo mês consecutivo em que o número de reajustes supera o do mesmo período do ano anterior — em outubro de 2024 haviam sido 2.924 itens. O resultado também representa a primeira vez em seis meses que os aumentos ultrapassam a marca de 3 mil produtos, algo que não ocorria desde abril (4.225 itens).
Bebidas lideram os aumentos
Por categoria, os reajustes de outubro se concentram principalmente em bebidas alcoólicas e não alcoólicas, totalizando 2.262 itens. Entre os produtos, destacam-se shochu, saquê e licores, marcando a primeira vez em dois anos que o setor supera 2 mil itens em um único mês.
Os refrigerantes em garrafas PET de 500 ml, incluindo a Coca-Cola, passarão a custar 200 ienes ou mais nas máquinas de venda automática.
Outros segmentos também registraram aumentos:
- Alimentos processados: 340 itens, com destaque para arroz embalado e bolos de arroz (mochi).
- Condimentos: 246 itens, incluindo molhos para churrasco e produtos à base de missô.
Balanço de 2025
De janeiro a outubro, os reajustes anunciados somaram 20.381 itens, número 62,8% maior do que o registrado em todo o ano de 2024 (12.520). É também a primeira vez desde 2023 que o volume anual supera 20 mil itens.
O setor de condimentos foi o que mais contribuiu para o aumento, com 6.148 itens reajustados no ano — um salto de 258% em relação ao ano anterior. Já bebidas e álcool somaram 4.871 itens, abrangendo desde refrigerantes até cerveja, vinho e destilados, com alta superior a 80% em relação a 2024.
A média de reajuste em 2025 ficou em 15%, ligeiramente abaixo dos 17% registrados em 2024.
Motivos da alta
Os principais fatores para o aumento dos preços incluem:
- Matérias-primas mais caras (responsáveis por 96,1% dos reajustes)
- Energia (64,3%)
- Embalagens e materiais (62,9%)
- Logística (78,8%);
- Mão de obra (50,2%).
Entre eles, os que mais se destacaram em 2025 foram logística e mão de obra, ambos com forte aumento em relação ao ano anterior.
Por outro lado, o impacto da desvalorização do iene caiu significativamente, representando apenas 12,4% dos aumentos, contra níveis bem mais altos em anos anteriores. O cenário mostra que os reajustes atuais são impulsionados principalmente por fatores internos de custos, e não mais pelo câmbio.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE






















