Brasileiras brilham no 13º Festival Internacional de Canções Vermelho e Branco na Expo Osaka
O 13º Festival Internacional de Canções Vermelho e Branco (IRWS) foi realizado no dia 19 de setembro, durante a Expo Osaka. O evento reforçou a mensagem de diversidade, coexistência e co-criação, reunindo artistas de diferentes países em um grande intercâmbio cultural por meio da música.
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Criado em 2011, após o Grande Terremoto do Leste do Japão, o festival nasceu com o objetivo de compartilhar mensagens de esperança e reconstrução. Desde então, tornou-se uma plataforma internacional de intercâmbio, apoiada por instituições como o Ministério das Relações Exteriores do Japão e o Consórcio de Universidades de Osaka para Estudantes Internacionais.
Duas brasileiras no palco
Em 2025, ano que marca o 130º aniversário das relações diplomáticas entre Brasil e Japão, duas brasileiras subiram ao palco. Emi Fujino interpretou Aiko no Asa (Iwamoto Kumiko), e Paula Hirama encantou o público com Koi wa Tenka no Mawari Mono (Sayuri Ishikawa).
Paula Hirama uniu duas paixões em sua apresentação: o canto e a dança japonesa. Além disso, com o uso de acessórios tradicionais, como o leque (sensu) e o guarda-chuva (kasa), ela emocionou a plateia.
“Desde muito pequena estive próxima dessas expressões — comecei no karaokê e no nihon buyô aos 3 anos de idade. Por isso, poder representar o Brasil através dessa performance foi muito especial para mim”, contou Paula, que também visitou o Pavilhão Brasil na Expo Osaka.

Ela destacou ainda a importância simbólica da participação brasileira neste ano. “Além dos 130 anos do Tratado de Amizade entre Brasil e Japão e da irmandade entre Osaka e São Paulo, esse momento teve um significado ainda mais profundo. Recentemente perdi meu jichan e minha bachan, e poder cantar aqui, na terra dos meus antepassados, tornou a experiência ainda mais emocionante.”
No ano passado, Paula também participou do evento e conquistou o prêmio máximo com a música Tsugaru Kaikyo Fuyugeshiki, de Sayuri Ishikawa.
Música como ponte cultural
O IRWS mantém sua proposta única: estrangeiros cantam em japonês, enquanto japoneses interpretam músicas em idiomas estrangeiros. Essa troca fortalece laços e aproxima culturas, promovendo o aprendizado mútuo e o respeito às diferenças.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE






















