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Japão vai emitir alertas de terremoto até 20 segundos mais rápidos com uso de sensores submarinos

A rede de observação cobre uma área da Faixa de Nankai, onde um grande abalo sísmico pode ocorrer nas próximas décadas

A Agência Meteorológica do Japão (JMA) anunciou que, a partir desta quarta-feira (15), os dados de sensores submarinos instalados ao longo da Faixa de Nankai serão usados nos alertas de terremoto. O sistema poderá antecipar os avisos de emergência em até 20 segundos em relação ao modelo atual, informou a emissora NHK.

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A rede de observação cobre a área sísmica entre Muroto (em Kochi) e o mar de Hyuga (em Miyazaki), uma das regiões com maior risco de um megaterremoto da Faixa de Nankai. Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Ciência e Tecnologia para Prevenção de Desastres e concluído e junho, o sistema — chamado N-net — conta com sensores para medir abalos sísmicos e tsunamis no fundo do mar.

Salvar mais vidas em situações de emergência

Até agora, o N-net servia apenas para monitorar tsunamis. Com a nova atualização, 18 sismógrafos submarinos começarão a enviar dados em tempo real à JMA, permitindo detectar terremotos submarinos com mais rapidez e precisão.

A agência destacou que, ao reduzir o tempo de resposta, será possível salvar mais vidas em situações de emergência.

“Com alertas mais rápidos, esperamos que as pessoas consigam agir imediatamente para se proteger”, afirmou um porta-voz da JMA.

A instituição reforçou ainda que continuará aprimorando o sistema de alerta de terremotos em todo o país, uma prioridade diante do risco de um grande abalo na Faixa de Nankai nas próximas décadas.

O que é possível fazer em 20 segundos?

  • Escolas e empresas podem ligar alarmes para que alunos e funcionários se protejam debaixo de mesas ou móveis resistentes.
  • Trens-bala (shinkansen) e outros transportes públicos podem acionar sistemas automáticos de frenagem, reduzindo o risco de descarrilamentos.
  • Elevadores podem parar no andar mais próximo e abrir as portas para evitar que pessoas fiquem presas.
  • Moradores têm tempo para se afastar de janelas, desligar o fogão e proteger a cabeça.
  • Hospitais e usinas podem ativar protocolos de emergência e proteger equipamentos sensíveis.

FONTE: ALTERNATIVA ON LINE

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