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Cidades afetadas pela falta de sacos de lixo no Japão passam a permitir uso de sacolas comuns

Autoridades locais reforçam o pedido para que moradores evitem fazer estoques em casa para não agravar ainda mais a escassez de produtos

Diversas cidades japonesas começaram a adotar medidas emergenciais após a falta de sacos de lixo designados pelas prefeituras em lojas, problema que vem sendo associado ao aumento da demanda causado pelas tensões no Oriente Médio.

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Cidades nas províncias de Shizuoka e Gunma anunciaram que, temporariamente, os moradores poderão utilizar sacos transparentes ou semitransparentes comuns para descartar lixo doméstico, mesmo sem o modelo oficial exigido normalmente pelos municípios.

Numazu libera sacos comuns até o fim de junho

Na cidade de Numazu, em Shizuoka, a medida emergencial entrou em vigor em 9 de maio e seguirá até 30 de junho.

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Segundo a prefeitura, moradores que não conseguirem comprar os sacos oficiais poderão utilizar sacolas plásticas ou de vinil transparentes ou semitransparentes, com capacidade entre 10 e 45 litros. Não há restrição quanto à espessura do material, presença de alças ou impressão externa.

Por outro lado, não será permitido o uso de sacos que não possam ser fechados com nó nem de sacos oficiais de outras cidades.

A flexibilização vale para lixo queimável, embalagens e recipientes plásticos e lixo para aterro sanitário (categorias 1 e 3).

A prefeitura informou que começou a receber reclamações no fim de abril sobre a falta de estoque em supermercados e lojas da cidade.

Após consultar fabricantes, o município afirmou que a previsão de fornecimento permanece dentro do volume habitual para esta época do ano. Mesmo assim, a prefeitura acredita que o temor de escassez da nafta — matéria-prima derivada do petróleo usada na produção dos sacos — provocou uma corrida temporária às compras.

O governo local também pediu para que a população evite estocar produtos em excesso.

Susono também enfrenta escassez

A cidade de Susono, em Shizuoka, adotou medida semelhante a partir de 11 de maio.

De acordo com a prefeitura, o aumento da preocupação com os impactos da crise no Oriente Médio levou à concentração da demanda pelos sacos oficiais, causando falta de produtos em parte do comércio local.

Com isso, moradores que não conseguirem adquirir os sacos municipais poderão utilizar sacos transparentes ou semitransparentes comuns para o descarte de lixo.

A autorização temporária vale até 30 de junho e inclui itens como lixo queimável e embalagens plásticas.

Isesaki permite uso de sacos comerciais

Na cidade de Isesaki, em Gunma, a medida emergencial também começou em 11 de maio.

Segundo a prefeitura, a piora da situação no Oriente Médio gerou preocupação sobre o fornecimento de nafta, derivada do petróleo bruto e considerada a principal matéria-prima dos sacos de lixo.

Com isso, algumas regiões do Japão passaram a registrar escassez dos sacos oficiais determinados pelas prefeituras.

Em Isesaki, onde lojas locais também apresentaram falta de estoque, a prefeitura autorizou temporariamente o uso de sacos comerciais brancos, transparentes ou semitransparentes com capacidade entre 20 e 45 litros.

A previsão é que a medida continue até o fim de junho, dependendo da evolução da situação.

Corrida às compras preocupa autoridades

Apesar das dificuldades encontradas em parte das lojas, fabricantes afirmam que o fornecimento segue em níveis considerados normais.

As prefeituras avaliam que o problema atual estaria mais ligado ao aumento repentino da procura e ao comportamento de compra preventiva da população, impulsionado pelas preocupações com possíveis impactos da crise no Oriente Médio sobre derivados de petróleo.

Autoridades locais reforçam o pedido para que moradores evitem fazer estoques em casa para não agravar ainda mais a falta de produtos nas prateleiras.

FONTE: ALTERNATIVA ON LINE

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