São Paulo é área-chave para o Canadá, diz embaixador na Alesp
Encontro destacou peso econômico de São Paulo na relação bilateral, com foco em comércio, inovação e intercâmbio científico e educacional
O potencial socioeconômico de São Paulo – com destaque para inovação, tecnologia, agronegócio e pesquisa – ocupa posição central na parceria entre Brasil e Canadá. A avaliação é do embaixador Emmanuel Kamarianakis, que participou, nesta quarta-feira (1º), de encontro com parlamentares na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, acompanhado da cônsul-geral em São Paulo, Joanne Lemay. A comitiva foi recebida pelo deputado estadual Paulo Fiorilo (PT), presidente da Comissão de Relações Internacionais (CRI) da Alesp.
“A relação com o Brasil é de fundamental importância, e São Paulo é uma das áreas-chave para nós, uma parte importantíssima”, disse Kamarianakis. O embaixador destacou a sinergia no setor aeroespacial, evidenciada pela operação de 75 aeronaves da Embraer no Canadá, parte delas equipadas com motores canadenses. No agronegócio, ressaltou o fornecimento de fertilizantes ao mercado brasileiro, insumo essencial para a safra paulista.
A cônsul-geral Joanne Lemay apresentou dados que reforçam o papel de São Paulo como eixo da parceria bilateral. Segundo ela, o estado é o principal destino das exportações canadenses, que somam cerca de R$ 9 bilhões, enquanto as vendas paulistas ao Canadá superam R$ 4 bilhões. “A parceria com São Paulo não é apenas robusta, ela olha para o futuro e é construída para crescer”, disse.
Diplomacia subnacional
Parlamentares ressaltaram o papel da Alesp na diplomacia subnacional, modalidade em que governos estaduais e municipais atuam diretamente na construção de parcerias internacionais. Fiorilo defendeu a criação de uma agenda permanente com a Câmara de Comércio do Canadá para incentivar a internacionalização de empresas paulistas.
A deputada Thainara Faria (PT) enalteceu a política canadense de acolhimento em meio a conflitos globais. Na mesma linha, Mauro Bragato (PSD) classificou o país como referência de inovação e direitos humanos. Já Eduardo Suplicy (PT) abordou o intercâmbio de modelos sociais ao citar a renda básica universal como instrumento de promoção da dignidade e de combate à desigualdade social.
Educação e pesquisa
Além da dimensão econômica, a cooperação entre São Paulo e o Canadá também se reflete na educação e na pesquisa. O chefe da Assessoria Internacional do Governo de São Paulo, Samo Tosatti, afirmou que o programa estadual “Prontos para o Mundo” já viabilizou o intercâmbio de 470 estudantes da rede pública paulista para o Canadá.
Tosatti acrescentou que mais de 30 acordos entre universidades paulistas e canadenses estão em vigor, além do intercâmbio científico envolvendo a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
No campo diplomático, o embaixador brasileiro Nelson Tabajara, chefe da Representação do Ministério das Relações Exteriores em São Paulo, destacou o andamento das negociações para um acordo de livre comércio entre Mercosul e Canadá. Segundo ele, a medida deve reduzir tarifas e barreiras comerciais e ampliar a cooperação em áreas como energias limpas, inteligência artificial e biotecnologia.
Visita diplomática
De passagem pela Alesp, o embaixador de Ruanda no Brasil, Lawrence Manzi, também participou do encontro com o representante canadense. O diplomata ruandês esteve na Casa a convite da deputada Thainara Faria, coordenadora do Grupo de Amizade Brasil-Ruanda, órgão vinculado à CRI.
FONTE: ALESP

























