Debate Sobre Escala 6×1 Mobiliza Economistas e Divide Projeções de Custos
Propostas legislativas buscam alterar a carga horária brasileira, pautando o fim do regime de seis dias trabalhados por um de descanso. Dados divulgados pela Agência Brasil revelam que o cenário divide confederações patronais e institutos de pesquisa. Confederações patronais, como a CNI, projetam perdas de R$ 76 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB), estimando uma retração de 0,7%. Pelo lado do comércio, a CNC prevê saltos nos custos salariais de até 21%, podendo encarecer produtos para o consumidor em 13%. Visões distintas partem do Ipea e da Unicamp, sugerindo que o impacto real nos custos totais das empresas ficaria em torno de apenas 1%. Representantes do Ipea contestam cálculos considerados pouco transparentes, destacando que a maioria dos ramos produtivos consegue absorver novos gastos sem reduzir a produção. Marilane Teixeira, economista da Unicamp, argumenta que o cansaço excessivo prejudica a produtividade atual, vendo a mudança como benéfica para o conjunto social. Registros históricos da transição ocorrida em 1988 reforçam que reduções anteriores não geraram desemprego ou crises sistêmicas, segundo notas técnicas recentes.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL
IMAGEM: © Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

























