Cabo Verde sedia 5ª Conferência da Década do Oceano e reforça compromisso com economia azul
Sob o lema “Economia Azul: Caminhos Sustentáveis”, Cabo Verde recebeu, em meados de julho, a 5ª Conferência da Década do Oceano no arquipélago da Boa Vista. Com mais de 300 participantes, o evento reuniu políticos, académicos, ativistas e representantes do setor privado para discutir o futuro socioeconómico e ambiental do país africano. A informação foi divulgada pelas Nações Unidas.
Promovida pela Presidência de Cabo Verde, a conferência destacou que o oceano vai além de recurso natural — representa identidade, proteção e sustento da nação insular de língua portuguesa. Um dos marcos foi o reforço da cooperação internacional com a visita do presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, e do diretor-geral da Unesco, Khaled El-Enany, ao espaço das Nações Unidas na Exposição Azul.
El-Enany citou a centralidade do arquipélago no cenário global e afirmou que Cabo Verde ocupa lugar especial em favor da África e dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento. “O país e a Unesco cooperam para promover o desenvolvimento sustentável, proteger o ambiente natural e reforçar a resiliência das suas comunidades”, disse.
Presença da sociedade civil também marcou o evento. A ONG ambientalista Lantuna, que atua na Ilha de Santiago com proteção da fauna marinha e terrestre, destacou a importância do alinhamento entre ciência, sociedade civil e decisores políticos. Para a diretora-executiva Ana Veiga, a conferência representou oportunidade de partilhar experiências entre ilhas e aproximar o poder público da academia e das comunidades.
Veiga apontou resultados concretos do diálogo continuado, como o maior envolvimento das câmaras municipais na conservação da biodiversidade marítima. Também reforçou o apelo por proteção legislativa mais eficaz para praias e zonas costeiras — principal ativo natural e turístico do país.
Encerramento dos trabalhos selou compromisso coletivo de transformar potencial marinho em oportunidades de emprego, resiliência e prosperidade. Acelerar a transição para uma economia azul inclusiva e sustentável, garantindo que ninguém fique para trás, exige ações focadas no desenvolvimento das comunidades costeiras, na frente climática e na inovação.
FONTE: ONU NEWS
IMAGEM: ONU Cabo Verde



























