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Especialista faz apelo por melhores condições de vida para evacuados após terremoto em Kumamoto

Quase uma semana após um forte terremoto atingir a província de Kumamoto, um especialista está pedindo melhores condições de vida para os evacuados, a fim de evitar novas mortes.

Uma morte possivelmente relacionada ao desastre foi registrada. A vítima é uma mulher que teria morrido de insolação enquanto se abrigava em um carro.

Tsuboi Motohiro, alto funcionário do Hospital de Saitama da Cruz Vermelha Japonesa, alertou que problemas de saúde podem surgir caso as condições de vida dos evacuados não melhorem.

Ele observou que o número de mortes relacionadas ao desastre atingiu o pico aproximadamente entre uma semana e dez dias após o terremoto da Península de Noto, em 2024. Tsuboi alertou para o aumento do risco de ataques cardíacos provocados pelo estresse e de crises de asma causadas pela piora das condições de vida.

Também afirmou que o calor intenso em Kumamoto pode agravar os casos de insolação.

Tsuboi observou que idosos, pessoas com deficiências e indivíduos com problemas de saúde preexistentes são especialmente vulneráveis. Segundo ele, este é um momento crucial para proteger as vidas que foram salvas.

Ele enfatizou a necessidade de melhorar e manter as condições de vida nos locais de evacuação. Tsuboi afirmou que, à medida que o fornecimento de energia elétrica for restabelecido, os abrigos devem fazer pleno uso de ar-condicionado para manter temperaturas adequadas.

Ele disse que é essencial que os evacuados bebam água e reponham regularmente o sal no organismo, além de consumirem refeições nutritivas.

Tsuboi também destacou a importância de sanitários em condições higiênicas, camas para evitar que as pessoas durmam no chão em espaços comunais e divisórias para ajudar a conter a disseminação de doenças infecciosas e reduzir o estresse.

Ele ainda ressaltou a necessidade de se proporcionar um ambiente em que pessoas com problemas de saúde preexistentes possam continuar tomando seus medicamentos e receber atendimento médico adequado.

FONTE: NHK PORTUGUES

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