Argentina reduz inflação de 200% para 30% e registra excedente fiscal inédito em 15 anos
Dados divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) apontam uma recuperação econômica expressiva na Argentina. Após viver, em 2024, um dos momentos mais difíceis da sua história, o país conseguiu reduzir a inflação de mais de 200% ao ano para 30% anuais atualmente.
Há dois anos, a economia argentina estava em recessão, com taxas de pobreza que chegaram a 50% e o peso ultra desvalorizado. A análise é do FMI, que acompanhou as autoridades e a população do país sul-americano durante a crise.
Recuperação em números
No mês passado, a diretora-gerente do Fundo, Kristalina Georgieva, visitou a Argentina e se reuniu com autoridades, representantes do setor privado e da sociedade civil. Segundo ela, o país está perseverando para sair da crise.
Pela primeira vez em 15 anos, a Argentina obteve dois anos consecutivos de excedentes fiscais. Além da queda da inflação, as taxas de pobreza também foram reduzidas. Os custos de financiamento soberano baixaram e o Banco Central começou a reconstruir suas reservas internacionais.
Para Georgieva, essas conquistas refletem o compromisso com a estabilidade, as medidas políticas determinadas e a perseverança dos argentinos.
Da estabilidade ao crescimento
A líder do FMI lembra que a estabilidade econômica é pré-requisito para atrair investimento, criar empregos e manter a competitividade. Num cenário de economia global incerta, tensões geopolíticas elevadas e novas tecnologias transformando indústrias e mercado de trabalho, garantir estabilidade a longo prazo torna-se desafio ainda maior.
Georgieva também destacou a importância de reduzir barreiras ao investimento e ampliar a recuperação a mais setores.
Próximos passos
Para a diretora-gerente, o sucesso da virada argentina não será medido apenas pela inflação mais baixa, mas por reservas mais fortes e finanças públicas mais saudáveis. A criação de melhores empregos, salários mais altos e a percepção dos argentinos sobre o dia a dia serão fundamentais para comprovar a recuperação.
O maior desafio da Argentina no futuro próximo, segundo Georgieva, será manter a estabilidade, construindo as instituições, a confiança e as oportunidades que permitirão uma prosperidade duradoura.
Fonte: Fundo Monetário Internacional (FMI), por meio de declarações da diretora-gerente Kristalina Georgieva após visita oficial à Argentina e ONU NEWS
Imagem: Banco Mundial/Juan Ignacio Coda



























