Sismo de magnitude 7.4 deixa 224 mortos e 2,5 mil feridos na Colômbia
Terremoto de magnitude 7.4 na escala Richter atingiu a Colômbia na segunda-feira (10 de agosto) e deixou pelo menos 224 mortos, mais de 2,5 mil feridos e 195 desaparecidos, segundo os dados mais recentes.
Números divulgados pela ONU News mostram que 13 departamentos foram afetados, com avaliações em cerca de 357 municípios. Dano do abalo alcançou 19 mil casas, 796 escolas e 84 unidades de saúde. Vinte e nove réplicas acima de 2,0 na escala Richter, algumas chegando a 4,5, foram registradas na sequência, deixando a população receosa de voltar para casa.
Prioridades desta fase inicial da emergência incluem abrigo, água, saúde e educação, afirmou Vera Goldschmidt, gerente do Fundo Regional Humanitário para América Latina e Caribe do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha). Falando do Panamá, a representante explicou que a geografia colombiana dificulta o acesso a determinadas zonas e exige logística pesada. Segundo ela, os números ainda devem crescer nos próximos dias, conforme as avaliações forem concluídas.
Clima de solidariedade internacional é evidente, disse a especialista, citando reunião de coordenação nesta terça-feira com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Colômbia, Omar Bula Escobar, e o subsecretário-geral de Assuntos Humanitários da ONU, Tom Fletcher. Município de Chocó, entre os mais atingidos, conta com parceiros humanitários da ONU com capacidade de apoiar cerca de 200 famílias com kits de higiene, artigos de cozinha, abrigo e alimentos.
Saúde mental para pessoas traumatizadas, proteção de mulheres contra a violência e continuidade da educação para crianças também estão entre as prioridades destacadas. Comparado ao sismo da Venezuela, ocorrido no fim de junho com a mesma magnitude, o tremor colombiano aconteceu em profundidade muito maior, o que reduziu os danos. Desafios de acesso, porém, podem dificultar a resposta humanitária, tanto por questões geográficas quanto por conflitos latentes no país, o que exige garantir a chegada das equipes.
Resgate de pessoas dos escombros concentra o trabalho das instituições nacionais, com equipes de busca e salvamento enviadas de grandes cidades, incluindo Bogotá. Para Goldschmidt, é “absolutamente essencial” que o apoio seja coordenado e respeite as prioridades da população afetada.
Fonte: ONU News, com informações do Ocha.
Imagem: Valentina Escobar Salazar






























