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Casa alagada? Não comece a limpeza antes de fazer isso

Antes de limpar uma casa alagada, o governo orienta registrar os danos em fotos, que podem ajudar na emissão do certificado de desastre.

Depois que a água baixa após uma enchente, a reação natural é começar imediatamente a retirar lama, móveis molhados e objetos destruídos. No Japão, porém, há uma providência importante que deve ser tomada antes: registrar em fotos a situação da casa e a extensão dos danos.

Esse registro pode ser utilizado pela prefeitura durante a avaliação dos prejuízos e também pode ajudar na solicitação do 罹災証明書 (risai shomeisho), o certificado de desastre.

O documento é emitido pelo município e comprova oficialmente o grau de dano sofrido pela residência. Dependendo da situação, ele pode ser necessário para acessar auxílios públicos, redução ou isenção de impostos, empréstimos e outros programas de reconstrução da vida após um desastre.

Por isso, o governo japonês orienta que, depois de garantir a própria segurança, moradores fotografem os danos antes de limpar, reparar ou remover partes atingidas da residência.

O que fotografar antes da limpeza

Na parte externa, a recomendação oficial é fotografar a casa, se possível, de quatro direções diferentes, permitindo visualizar o imóvel como um todo.

Quando houve alagamento, também é importante registrar até que altura a água chegou. Marcas de lama ou água nas paredes podem servir como referência. Uma régua ou fita métrica na imagem pode facilitar a identificação da profundidade da inundação.

Dentro da casa, devem ser feitas fotos gerais de cada cômodo atingido e também imagens aproximadas dos pontos danificados. Pisos, paredes, portas, janelas, cozinha, banheiro, móveis e eletrodomésticos atingidos podem ser registrados.

O Governo do Japão destaca que essas fotografias podem ser úteis tanto na emissão do certificado quanto em pedidos de indenização às seguradoras.

Não apague as provas dos danos

O Gabinete do Governo alerta que, quando uma residência é limpa, reparada ou parcialmente removida antes da avaliação e sem fotografias suficientes, pode se tornar mais difícil determinar posteriormente qual era a verdadeira extensão dos danos.

Isso não significa que a família precise manter lama, água ou objetos contaminados dentro da residência indefinidamente. Depois de documentar adequadamente a situação, a limpeza pode ser iniciada conforme as condições de segurança.

Em primeiro lugar, porém, é preciso verificar se é seguro entrar no imóvel. Dependendo da enchente, podem existir riscos envolvendo eletricidade, estrutura do prédio, água contaminada, objetos cortantes e outros perigos.

Como pedir o certificado de desastre

O 罹災証明書 é solicitado ao município onde fica a residência atingida. O procedimento, os documentos exigidos e os prazos podem variar conforme a cidade e o desastre.

Em algumas localidades, o pedido também pode ser feito pela internet. Depois da solicitação, a prefeitura poderá realizar uma avaliação dos danos para determinar a classificação da residência.

O governo recomenda consultar diretamente a prefeitura porque os procedimentos e programas disponíveis não são necessariamente iguais em todos os municípios.

Em Nagoia, por exemplo, a prefeitura orienta oficialmente os moradores a guardar fotos da parte externa e interna do imóvel antes de limpeza, reparos ou demolição. Para casos de alagamento, a cidade pede também imagens que permitam identificar a profundidade alcançada pela água.

Ordem prática depois de um alagamento

Assim, depois que a área estiver segura e for possível retornar à residência, uma sequência útil é: registrar os danos, consultar a prefeitura sobre o certificado, comunicar a seguradora quando houver cobertura e somente então avançar com a retirada dos itens danificados e os reparos necessários.

O Governo do Japão reforçou essa orientação novamente em agosto deste ano: quem teve a residência atingida deve tirar o maior número possível de fotografias antes da limpeza ou do conserto, pois elas podem ser importantes posteriormente para comprovar os prejuízos.

FONTE: PORTAL MIE

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