Setor de serviços recua 0,4% em maio pressionado pelos transportes, aponta IBGE
O setor de serviços registrou queda de 0,4% em maio na comparação com abril, influenciado principalmente pelo desempenho negativo dos transportes. A informação faz parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado veio abaixo das projeções do mercado, que esperava estabilidade (mediana de 0,0%), segundo a Secretaria da Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. O intervalo estimado pelos analistas era de -0,3% a 0,6%.
Na comparação com maio do ano passado, o setor cresceu 0,4%. No acumulado de janeiro a maio, a alta é de 1,9% ante o mesmo período de 2025. Já em 12 meses, o avanço é de 2,6% — redução no ritmo de expansão, já que em abril o indicador estava em 2,9%.
Com os números de maio, o setor de serviços fica 19,6% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 0,5% abaixo do maior patamar já registrado, alcançado em outubro de 2025. A série histórica da pesquisa começa em janeiro de 2011.
Transportes puxam queda
Dos cinco grupos de atividades pesquisados, dois tiveram retração na passagem de abril para maio. O destaque negativo foi o setor de transportes, que recuou 1% e responde por cerca de um terço (33,67%) do peso total da pesquisa.
Segundo o analista do IBGE, Rodrigo Lobo, houve “menor receita das empresas de transporte aéreo de passageiros, transporte rodoviário de carga e de logística”. Em maio, o volume de transporte de passageiros caiu 1,3% ante o mês anterior, enquanto o de cargas teve variação negativa de 0,2%.
Veja o desempenho por segmento:
- Serviços prestados às famílias: +0,2%
- Serviços de informação e comunicação: 0%
- Serviços profissionais, administrativos e complementares: +2%
- Transportes, serviços auxiliares e correio: -1%
- Outros serviços: -1,9%
Serviços às famílias no maior nível desde 2014
Lobo destacou que os serviços prestados às famílias alcançaram o melhor resultado desde dezembro de 2014, impulsionados por fatores como “desemprego baixo, massa de rendimentos elevada e nível de preços controlado”.
Atividades turísticas
O Índice de Atividades Turísticas (Iatur), também divulgado pela PMS, recuou 0,4% em maio ante o mês anterior. No acumulado de 12 meses, porém, há expansão de 1,7%. O indicador está 10,8% acima do patamar pré-pandemia e 2,5% abaixo do maior nível já registrado, em dezembro de 2024.
O Iatur reúne 22 das 166 atividades investigadas pela pesquisa ligadas ao turismo, como hotéis, agências de viagens, bufê e transporte aéreo de passageiros.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL
IMAGEM: © Fernando Frazão/Agência Brasil


























