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Rio que atravessa Gifu e Aichi recebe alerta máximo por risco de inundação após fortes chuvas

Aviso especial para o rio Shonai corresponde ao nível 5 e indica que a cheia pode já estar ocorrendo; províncias mantêm ordens de evacuação

O rio Shonai, que atravessa as províncias de Gifu e Aichi, recebeu um alerta especial de inundação na noite desta terça-feira (8). A medida representa o nível 5, o mais alto da escala japonesa de risco, e indica que o rio pode já estar transbordando em algum ponto.

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O alerta foi elevado por volta das 18h18, segundo a emissora Nagoya TV. Em Gifu, o curso d’água recebe o nome de rio Toki. Ao entrar em Aichi, passa a ser chamado de Shonai e segue até a baía de Ise.

O comunicado aponta situação crítica no trecho monitorado pela estação de Seko, no rio Yada, que integra a bacia do Shonai. A informação oficial afirma que pode haver inundação no trecho sob responsabilidade desse ponto de observação.

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As áreas potencialmente afetadas incluem Toki e Tajimi, em Gifu, além de Nagoia, Ichinomiya, Seto, Kasugai, Komaki, Inazawa, Kiyosu, Kitanagoya e Ama, assim como as cidades e vilas de Toyoyama, Oharu e Kanie, em Aichi. A relação completa consta no painel de informações fluviais baseado em dados da Agência Meteorológica e do Ministério dos Transportes.

O que significa o alerta especial de inundação

O termo japonês 氾濫特別警報 pode ser traduzido como “alerta especial de inundação fluvial”. Ele corresponde ao nível 5 e significa que a cheia está prestes a ocorrer ou que já pode estar acontecendo, mesmo que as autoridades ainda não tenham conseguido confirmar todos os pontos de transbordamento.

Agência Meteorológica do Japão explica que, nesse nível, existe uma probabilidade extremamente alta de algum desastre já ter ocorrido. Por isso, moradores de áreas de risco devem proteger a vida imediatamente.

O alerta não deve ser confundido com uma ordem de evacuação. A Agência Meteorológica e o órgão responsável pelo rio emitem a informação sobre o perigo, enquanto cada prefeitura municipal decide se determina evacuação ou “medida de emergência para garantir a segurança”.

O Japão começou a utilizar essa nova categoria em maio de 2026. Segundo o Ministério de Terras, Infraestrutura, Transportes e Turismo, o avanço das previsões de nível dos rios permitiu criar um alerta especial específico para inundações.

No nível 5, pode ser perigoso tentar chegar a um abrigo distante. Quem estiver cercado pela água deve buscar o andar mais alto de uma construção resistente, afastar-se de janelas e permanecer longe do lado voltado para o rio. Também é necessário evitar pontes, margens, passagens subterrâneas e ruas alagadas.

Chuva de 100 milímetros em uma hora

A situação se agravou rapidamente depois que uma faixa linear de tempestades se formou sobre o oeste de Aichi e a região de Mino, em Gifu, às 16h28. A Agência Meteorológica emitiu comunicados de chuva recorde para várias cidades.

Em Komaki, no bairro de Noguchi, o pluviômetro registrou 102 milímetros em uma hora. Estimativas por radar indicaram aproximadamente 100 milímetros no mesmo intervalo nas proximidades de Nagoia, Seto, Kasugai, Owariasahi e Inuyama, em Aichi, e de Tajimi e Toki, em Gifu..

Cem milímetros em uma hora representam uma chuva capaz de encher rapidamente rios menores, sobrecarregar a drenagem urbana e transformar ruas baixas em áreas perigosas em poucos minutos.

Aichi mantém medidas de emergência

Em Nagoia, a prefeitura emitiu o nível 5 de emergência para partes dos distritos de Chikusa, Moriyama e Meito, após o aumento do rio Kanare e o risco de inundação.

Ordens de evacuação de nível 4 também abrangiam áreas de Nagoia e dos municípios de Owariasahi, Kasugai, Komaki e Toyoyama. Kiyosu mantinha orientação de evacuação para idosos e pessoas que precisam de mais tempo para sair de locais perigosos, de acordo com o painel de evacuação de Aichi.

Além do alerta do Shonai, várias cidades de Aichi permaneciam sob alertas de nível 4 para chuva intensa e deslizamentos. A situação mais grave se concentrava no oeste da província.

A chuva também afetou o transporte. O metrô de Nagoia suspendeu temporariamente todas as linhas e os ônibus municipais deixaram de circular durante o período mais crítico. O trem-bala Tokaido também ficou paralisado, mas retomou a circulação no fim da tarde.

Ordens de evacuação em várias cidades de Gifu

Em Gifu, o alerta especial de inundação abrangia diretamente Toki e Tajimi. As duas cidades também estavam sob alertas de nível 4 para chuva e deslizamentos.

portal de emergência da província de Gifu registrava ordens de evacuação em áreas de Ena, Shirakawa, Tajimi, Toki, Nakatsugawa, Higashishirakawa, Mizunami, Mitake e Yaotsu. Gifu e Kani mantinham orientações para idosos e outros moradores que precisam de mais tempo para se deslocar.

As autoridades alertaram que, mesmo onde a chuva diminuir, o nível dos rios pode continuar subindo devido à água que desce das áreas mais altas.

Situação melhora em Mie, mas risco permanece

Em Mie, Yokkaichi registrou 77 milímetros de chuva em uma hora durante a tarde. A cidade e o município vizinho de Suzuka chegaram a emitir ordens de evacuação devido ao aumento dos rios Tenpaku e Kabake.

No entanto, as ordens de evacuação de Yokkaichi, Suzuka e Tsu já apareciam como retiradas na atualização das 18h26. Os alertas de nível 4 para deslizamentos em Yokkaichi e Suzuka também foram encerrados às 16h35.

portal oficial Bousai Mie não registrava, até a atualização das 18h40, vítimas, danos a residências ou prejuízos confirmados em rios e outras estruturas. A província ainda mantinha avisos de chuva, deslizamentos e raios em diversas cidades, porque o solo permanece encharcado.

Instabilidade deve continuar

A chuva resulta da passagem de uma frente atmosférica alimentada pelo ar quente e úmido associado à depressão tropical que se formou a partir do tufão 24.

A Agência Meteorológica mantém o risco de chuva forte até quarta-feira (9) e alerta que novas nuvens carregadas podem se desenvolver rapidamente. Mesmo após a diminuição da chuva, moradores devem acompanhar os níveis dos rios, as ordens municipais e os mapas de risco antes de sair de casa.

*Informações atualizadas às 18h45 de terça-feira, 8 de setembro

FONTE: ALTERNATIVA ON LINE

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