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Estoques de ajuda no Sudão podem se esgotar até o fim do mês, alerta OIM

Organização Internacional para Migrações, OIM, alerta que a resposta emergencial no Sudão está à beira do colapso. Conflitos armados contínuos, chuvas intensas e falta de financiamento internacional agravam a crise no país.

De acordo com dados da Matriz de Rastreamento de Deslocamento da OIM, o Sudão contabiliza 8,6 milhões de pessoas deslocadas internamente e 4,9 milhões de retornados. Cerca de 70% dos que deixaram suas casas vivem com famílias de acolhimento ou em assentamentos informais, expostos à violência e a inundações que destroem abrigos e forçam novas fugas.

Escassez de infraestrutura adequada aumenta os riscos de violência de gênero, proliferação de doenças e despejos em locais sobrecarregados. Sem novas doações, o estoque de itens essenciais, como abrigos e kits de saneamento, deve se esgotar completamente até o final deste mês.

Em apelo por apoio financeiro imediato, a diretora-geral da OIM, Amy Pope, ressaltou a urgência da situação. Operada pela agência para auxiliar a ONU e mais de 100 parceiros, a rede já prestou assistência a mais de 2,84 milhões de pessoas desde julho de 2023. Nos últimos anos, porém, o alcance vem caindo por falta de recursos: de 1 milhão de atendidos em 2024 para 804 mil em 2025, chegando a apenas 330 mil em 2026.

“Todo o sistema humanitário no país pode se desfazer em questão de semanas se não houver ação rápida”, afirmou a dirigente, impedindo que o socorro chegue às famílias mais vulneráveis. Se interrompido, o sistema só conseguirá manter a capacidade operacional de armazenamento até dezembro, com reconstrução exigindo processos complexos e custos elevados.

Para evitar esse cenário, a agência estima ao menos US$ 15 milhões para manter a capacidade mínima do sistema por 12 meses, garantindo atendimento a 305 mil pessoas. Já a verba de US$ 42 milhões permitiria ampliar a ajuda emergencial para até 1 milhão de afetados pela crise sudanesa, retomando o antigo patamar de assistência.

Fonte: ONU News, com base em comunicado da Organização Internacional para Migrações (OIM), divulgado em 14 de setembro de 2026, e ONU NEWS

Imagem: Pnud/Giles Clarke

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