Português estreia como idioma de curso na ONU e lota vagas em menos de 24 horas
O português começa a ser ensinado neste 28 de setembro no curso regular de idiomas da Organização das Nações Unidas (ONU), com sede em Nova Iorque. Segundo os organizadores, é a primeira vez que uma língua não oficial entra no quadro da Unidade de Treinamento de Língua e Comunicação da entidade, ao lado de árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo. A iniciativa resulta de uma parceria entre a ONU e o Governo de Portugal, que delegou ao Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, a tarefa de ministrar as aulas.
Em entrevista à ONU News o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, destacou que o idioma é falado por mais de 300 milhões de pessoas em quatro continentes e é o maior do Hemisfério Sul em número de falantes.
Nas aulas, que vão de 28 de setembro a 11 de dezembro, com possibilidade de continuidade no segundo trimestre, as vagas se esgotaram em tempo recorde. A procura foi tanta que surgiu uma lista de espera, o que surpreendeu até mesmo os professores do Instituto Camões. Para atender à demanda, as turmas de nível 1 para principiantes, previstas com 15 alunos, começarão com 18 matriculados.
O representante e coordenador do Camões nos Estados Unidos, João Caixinha, explicou que o projeto nasceu de um desafio lançado pelo embaixador Rui Vinhas, da Missão Permanente de Portugal junto à ONU. Em avaliação dele, a presença do idioma na organização ajuda a alavancar a promoção do português junto às organizações internacionais, já que a língua ainda não é oficial na entidade.
A professora Carla Gomes da Silva, responsável pelas turmas de iniciantes, aposta na exposição constante ao idioma como melhor método de aprendizado: ler notícias, ouvir música e conversar com falantes nativos. Entre as razões apontadas pelos futuros alunos estão a importância geoestratégica dos países lusófonos, oportunidades econômico-comerciais, avanços na carreira, cultura, história e laços familiares.
O curso é inteiramente gratuito para funcionários da organização, que pagam apenas uma taxa simbólica em caso de ausência ou reprovação. Já o português era ensinado, há vários anos, como disciplina opcional a crianças na Escola das Nações Unidas, em Nova Iorque; agora, adultos — diplomatas, funcionários e associados — também terão acesso à formação.
Fonte: ONU News, com declarações de Luís Montenegro, João Caixinha e Carla Gomes da Silva.
Imagem: GERADA PELO SITE ATRAVES DE I.A.































