Vacinação global enfrenta desafio de financiamento, desinformação e queda na confiança pública
Na 79ª Assembleia Mundial da Saúde, países-membros e parceiros globais reafirmaram o compromisso com a Agenda de Imunização 2030, lançada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2020. O encontro marcou a revisão das metas para a segunda metade da década, em um cenário ainda pressionado pelos efeitos da pandemia de Covid-19.
O relatório discutido na reunião aponta um quadro preocupante: desde 2020, houve estagnação e queda no financiamento de programas humanitários, o que ameaça a manutenção da cobertura vacinal e o controle de doenças. Sem recursos suficientes e sem apoio político contínuo, os países alertam para o risco de retrocesso em avanços já conquistados.
Outro ponto de atenção foi o ressurgimento de doenças como febre amarela, difteria e sarampo, reforçando a necessidade de vigilância epidemiológica e da ampliação da imunização. Também entrou na pauta a importância de fortalecer a produção regional de vacinas e diversificar as cadeias de suprimento, reduzindo a dependência externa.
A desinformação também pesou no debate. Segundo o relatório, campanhas falsas e teorias da conspiração abalaram a confiança pública, com efeitos agravados por fatores como oposição religiosa, baixo nível de alfabetização e diferenças sociodemográficas. Após a pandemia, cresceram ainda as preocupações com possíveis efeitos colaterais, sobretudo entre pais.
Para os próximos anos, a agenda prevê avanços na introdução de novas vacinas, modernização da vigilância, expansão de registros digitais e reforço da vacinação ao longo da vida. Os países pediram mais engajamento comunitário e investimentos em comunicação baseada em evidências.
Em resposta, a OMS afirmou que vai priorizar as crianças sem nenhuma dose, reconstruir a confiança nas vacinas e implementar as recomendações do relatório.
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS), 79ª Assembleia Mundial da Saúde e Onu News
Imagem: © PNUD Índia

























