Fluxo Oculto mira fintechs em esquema bilionário ligado ao PCC
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira, 28, a operação Fluxo Oculto, em São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro, para investigar a infiltração do PCC no setor de combustíveis.
A ação tem como foco desarticular um esquema de fraudes, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, seis fintechs atuavam como bancos paralelos e integravam um núcleo financeiro usado para compensações internas entre distribuidoras, postos de combustíveis e fundos de investimento controlados pela facção.
As apurações também apontam o desvio de nafta petroquímica e a venda de solventes para empresas fantasmas, além do uso de criptoativos para ocultar a origem dos recursos. Ao todo, são cumpridos 55 mandados de busca e apreensão com apoio dos Gaecos dos ministérios públicos do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que a Receita Federal identificou movimentação de cerca de R$ 26 bilhões no esquema envolvendo as fintechs, com aproximadamente R$ 1 bilhão em espécie circulando em parte das operações.
A operação Fluxo Oculto é uma nova fase da Carbono Oculto, que já havia revelado a expansão do crime organizado sobre o mercado de combustíveis, instituições de pagamento e investimentos.
Fonte: Agência Brasil.
Imagem: © Tomaz Silva/Agência Brasil

























