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Japão pretende reduzir em escala futuro funeral do imperador emérito

O imperador emérito do Japão, Akihito, completa este ano 93 anos de idade, sem grandes problemas de saúde. A NHK apurou que a Agência da Casa Imperial estuda reduzir consideravelmente em escala um importante ritual fúnebre a ser realizado quando do seu falecimento.

O imperador emérito leva uma vida tranquila, em companhia da imperatriz emérita Michiko, e quase não faz aparições públicas. 

Ele abdicou ao trono em 2019, depois de expressar forte intenção de fazê-lo em mensagem de vídeo três anos antes.

Tanto o imperador emérito quanto a imperatriz emérita transmitiram a altos funcionários da agência o desejo de que seus rituais fúnebres sejam realizados em conformidade com a tradição da Casa Imperial, ao mesmo tempo em que seja reduzido o seu impacto sobre a vida da população. 

A Agência da Casa Imperial vem tomando providências em resposta à solicitação, levando em consideração os rituais fúnebres do imperador Showa, pai do imperador emérito.

Quando o imperador Showa morreu, o Jardim Nacional Shinjuku Gyoen foi fechado à frequentação pública por dois meses e meio para a realização do ritual Sojoden-no-gi, da Casa Imperial, e do funeral Taiso-no-rei, patrocinado pelo Estado. Os eventos contaram com a presença de cerca de 10 mil pessoas do Japão e de outros países.

Fontes informam que a Agência da Casa Imperial estuda confinar o ritual Sojoden-no-gi às dependências do Palácio Imperial. O plano é realizá-lo no salão Seiden-Matsu-no-Ma. 

Aparentemente, com a realização do ritual no Palácio Imperial, a agência pretende reduzir o número de presentes para cerca de 2.500.

As mesmas fontes avaliam que, se o ritual for de fato realizado nas dependências do Palácio, serão drasticamente reduzidos o impacto sobre a vida da população e os custos decorrentes, e será facilitada a garantia da segurança dos presentes.

As fontes dizem que o imperador Naruhito e o príncipe herdeiro Akishino deram aval ao plano da Agência da Casa Imperial.

A mudança poderá afetar consideravelmente a forma de realização da cerimônia estatal Taiso-no-Rei. 

Uma fonte próxima à Agência da Casa Imperial explica que a planejada redução em escala do ritual fúnebre reflete a consistente atitude do imperador emérito de valorizar acima de tudo os sentimentos da população japonesa.

FONTE: NHK PORTUGUES

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