Japão: mulher joga filha de 3 anos no chão, mas Conselho Tutelar ignora agressão e devolve criança à mãe
Meses depois, as autoridades descobriram que a menina tinha sofrido mais violência em casa e só então a polícia decidiu prender a mãe
A Polícia Metropolitana de Tóquio prendeu, na segunda-feira (24), uma mulher de 20 e poucos anos sob suspeita de agredir a própria filha, que tinha 3 anos na época do caso. Segundo a Jiji Press, a mãe teria levantado a menina e a jogado no chão, causando uma fratura na perna direita.
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O caso ocorreu por volta das 20h de 31 de março, na residência da família, em Tóquio. De acordo com fontes ligadas à investigação, a mulher repreendia a filha porque ela fazia barulho quando a levantou até a altura dos ombros e a soltou no chão.
A mãe nega a acusação. “Não tive a intenção de causar uma fratura”, teria declarado durante o interrogatório.
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Médico suspeitou de maus-tratos
No dia seguinte ao ocorrido, a mulher levou a filha ao hospital. Ela explicou que a menina havia torcido a perna enquanto corria pela casa e passou a reclamar de dor.
No entanto, o médico suspeitou de maus-tratos. Dois dias depois, a Polícia Metropolitana recebeu uma denúncia por intermédio do Conselho Tutelar japonês e iniciou uma investigação.
Durante a internação da criança, o órgão ouviu a mãe e teria concluído que não havia ocorrido agressão. Além disso, segundo fontes ligadas à investigação, a instituição informou à mulher que a polícia investigava o caso.
A menina recebeu alta em 25 de abril e voltou para casa.
Funcionários encontraram novos ferimentos
Em 13 de julho, funcionários do governo municipal visitaram a residência e encontraram crostas e hematomas nas duas bochechas da menina. A criança também apresentava mau cheiro.
Diante da situação, os funcionários suspeitaram de novos maus-tratos e negligência nos cuidados com a menina e procuraram a polícia. Em seguida, o Conselho Tutelar japonês acolheu a criança por intermédio da Polícia Metropolitana.
O órgão já havia retirado a menina de casa em julho de 2024, após concluir que uma doença da mãe dificultava os cuidados com a filha.
Em outubro de 2025, a criança voltou a ser acolhida por suspeita de maus-tratos. Entretanto, a medida terminou no mês seguinte, quando o órgão permitiu que ela retornasse para casa.
Governo de Tóquio defende atuação do órgão
Após a prisão, o Departamento de Apoio às Famílias do governo de Tóquio afirmou que o Conselho Tutelar japonês agiu de maneira adequada ao não acolher a menina depois da fratura.
“Tomamos a decisão apropriada com base na entrevista com a responsável e nas avaliações médicas”, declarou o departamento à Jiji Press.
O governo metropolitano também contestou a informação atribuída às fontes da investigação de que a mãe teria sido avisada sobre a apuração policial.
“Compartilhamos informações com a polícia, mas nunca informamos à mãe que havia uma investigação em andamento”, afirmou.
FONTE: ALTERNATIVA ON LINE































